Aventura

A Ilha Perdida dos Dinossauros

Historinha A Ilha Perdida dos Dinossauros

No vasto e antigo mundo de Pangea, onde os vulcões roncavam baixinho como gigantes adormecidos e as florestas eram mais verdes do que qualquer esmeralda, vivia um grupo muito especial de amigos dinossauros. Eles moravam na pacífica Praia das Conchas Gigantes.

O grupo era formado por quatro amigos inseparáveis:

  • Bino: Um Anquilossauro baixinho, atarracado e com uma cauda que parecia um martelo forte, mas que tinha um coração mole e morria de medo de insetos.

  • Cila: Uma Velociraptor ágil e incrivelmente curiosa, que nunca conseguia ficar parada por mais de três segundos e adorava correr contra o vento.

  • Lino: Um Parassaurolofo de cor alaranjada, famoso por sua crista longa na cabeça, capaz de emitir os sons mais bonitos e melodiosos de toda a praia.

  • Tita: Uma imponente Braquiossauro, tão alta que sua cabeça frequentemente se perdia nas nuvens de algodão, o que a tornava a vigia oficial da turma.

Os dinossauros mais velhos da praia adoravam contar histórias ao redor das fogueiras naturais. A favorita de todos era a lenda da Ilha Perdida. Diziam que, a cada cem luas cheias, a maré do oceano recuava tanto que revelava uma ponte de pedras cintilantes. Essa ponte levava a uma ilha misteriosa coberta por uma névoa prateada, cheia de segredos e magias antigas. Nenhum dinossauro da praia jamais havia tido coragem de ir até lá.

O Chamado da Ponte de Luz

Certa noite, sob o brilho de uma lua cheia enorme que parecia um prato de prata no céu estrelado, os quatro amigos estavam brincando de esconde-esconde perto da água. Cila, que estava correndo para procurar um esconderijo, parou de repente e soltou um grunhido de surpresa.

“Gente! Pessoal, venham ver isso rápido!”, ela chamou, dando pulinhos de ansiedade.

A água do mar estava recuando de uma forma que eles nunca tinham visto. A areia molhada borbulhou e, de repente, uma trilha de pedras que brilhavam com uma intensa luz azulada começou a surgir do fundo do oceano. No horizonte, a densa névoa prateada se abriu como uma cortina, revelando os contornos majestosos da lendária Ilha Perdida.

“A lenda é real…”, sussurrou Lino, com os olhos arregalados de maravilhamento. “Nós deveríamos ir. É a nossa chance de descobrir os segredos de que os mais velhos tanto falam!”

Bino bateu a ponta da cauda no chão, um pouco nervoso. “Mas… e se tiver monstros lá? Ou dinossauros muito bravos?”

Tita baixou seu longuíssimo pescoço e sorriu de forma tranquilizadora para o amigo. “Nós estamos juntos, Bino. Somos uma equipe. Nada pode nos vencer se formos corajosos e cuidarmos uns dos outros.” Encorajados pela sabedoria de Tita, os quatro amigos pisaram nas pedras brilhantes e começaram a corajosa travessia sobre o oceano escuro.

A Floresta de Cristal

Ao pisarem na Ilha Perdida, a primeira coisa que notaram foi o perfume. Não cheirava a maresia ou a algas salgadas, mas a um doce aroma de baunilha misturado com morangos frescos. A ilha era diferente de absolutamente tudo o que conheciam.

As árvores não tinham folhas comuns; elas pareciam feitas de cristal verde que tilintava suavemente com a brisa. As flores pelo chão pulsavam com luzes de todas as cores do arco-íris, iluminando o caminho.

“Olhem para isso!”, exclamou Cila, correndo em direção a um arbusto peculiar. O arbusto dava frutinhas douradas, mas o grande segredo era que as frutas não caíam no chão — elas flutuavam como pequenos balões brilhantes! Bino, que estava sempre com fome, abriu seu bico e tentou abocanhar uma, mas a frutinha subiu bem na hora, fazendo-o morder o vento e provocando gargalhadas nos amigos.

O Enigma dos Cipós Vigias

Enquanto exploravam mais fundo em direção ao centro da ilha, a floresta mágica começou a ficar muito densa. Logo, eles se depararam com um obstáculo assustador: um imenso paredão de cipós grossos, cheios de espinhos, que bloqueavam completamente o caminho.

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Tita tentou empurrá-los com seu pescoço forte, mas os cipós pareciam ter vida própria. Eles sibilaram como cobras e se enrolaram mais ainda, formando um muro impenetrável e ameaçador.

“Ah, é assim? Deixa comigo!”, Bino se preparou para dar uma martelada poderosa com a sua cauda de osso. “Vou quebrar tudo!”

“Espere, Bino!”, interrompeu Lino rapidamente. O observador Parassaurolofo havia notado um detalhe importante. Os cipós não estavam atacando; eles se moviam em um ritmo trêmulo, como se estivessem assustados com os passos pesados dos visitantes. Lino também viu pequenas flores em forma de sino presas aos cipós. “Acho que não devemos usar a força. Eles parecem ser defensores assustados. Talvez precisem ser acalmados.”

Lino fechou os olhos, encheu os pulmões de ar e soprou através de sua crista oca. Uma melodia doce, grave e incrivelmente pacífica ecoou pela ilha iluminada. Era uma música que lembrava o som da chuva caindo suavemente nas folhas e o vento soprando nas montanhas no fim da tarde.

O Coração da Ilha

A mágica aconteceu instantaneamente. Ao ouvirem a música reconfortante de Lino, os espinhos dos cipós murcharam. Lentamente, como se estivessem dançando uma valsa no ritmo da melodia, os cipós se desenrolaram e deslizaram para os lados, abrindo um caminho largo, seguro e convidativo para os amigos.

Eles avançaram maravilhados e logo chegaram ao coração da Ilha Perdida. O que encontraram lá era de tirar o fôlego. No centro de uma grande clareira prateada, havia um lago de água tão límpida que parecia um espelho refletindo o universo inteiro. No meio do lago, crescia a Árvore do Brilho, uma árvore imensa cujas raízes bebiam da água mágica. Seus galhos carregavam as Frutas da Estrela, que emitiam uma luz quente e dourada.

De repente, a água do lago borbulhou. Uma figura gigantesca emergiu calmamente. Era um Plesiossauro ancião, com escamas azuis e brilhantes que pareciam safiras antigas.

“Bem-vindos, pequenos exploradores”, disse a criatura, com uma voz profunda que soava como o bater das ondas na praia. “Eu sou o Guardião da Ilha Perdida. Há cem anos ninguém chegava até aqui. Apenas aqueles que usam a gentileza em vez da força, como vocês fizeram com os cipós, podem entrar no meu santuário.”

O Guardião sorriu e, com um movimento de sua longa nadadeira, fez com que quatro Frutas da Estrela flutuassem até os amigos. “Como recompensa por sua coragem e bom coração, experimentem o maior tesouro da nossa ilha.”

Bino, Cila, Lino e Tita comeram as frutas deliciosas, que tinham gosto de mel, framboesa e alegria. Imediatamente, eles sentiram uma energia maravilhosa percorrer seus corpos, curando qualquer cansaço e deixando suas mentes cheias de sabedoria e paz.

“Vocês devem voltar agora”, avisou o Guardião gentilmente, apontando para o céu que começava a clarear. “A maré logo começará a subir, e a ponte de luz vai desaparecer nas profundezas.”

Os amigos agradeceram ao ancião, deram meia volta e correram de volta pela floresta de cristal. Passaram pelo caminho aberto e atravessaram a ponte de pedras cintilantes exatamente no momento em que os primeiros raios do sol começavam a pintar o céu de rosa e laranja.

Ao pisarem na Praia das Conchas Gigantes, viraram-se para trás e viram a ponte afundar no oceano. A névoa prateada escondeu a Ilha Perdida novamente. Eles sabiam que a rotina na praia voltaria ao normal, mas seus corações haviam mudado para sempre. Eles aprenderam que os maiores segredos e maravilhas do mundo não são conquistados com força bruta, mas sim com união, inteligência, gentileza e, claro, com a ajuda de bons amigos.

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Criador de historia infantil, adoro criar historinhas e também sou uma amante da literatura. Editor e fundador do Historia para dormir.

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