Princesas

A Branca de Neve

Era uma vez, em um reino distante, onde as montanhas se erguiam majestosas e as florestas eram tão densas que mal se podia enxergar através delas. Nesse reino, reinava um rei gentil e uma rainha bondosa. Porém, a rainha morreu ao dar à luz uma linda menina, a quem deram o nome de Branca de Neve, pois sua pele era tão branca quanto a neve e seus lábios vermelhos como a rosa mais vibrante.

Branca de Neve cresceu sob os cuidados amorosos de seu pai, o rei, que sempre fazia o possível para alegrar sua filha. Mas a vida no castelo tomou um rumo diferente quando o rei se casou novamente com uma mulher de beleza tão grande quanto sua maldade, a Rainha Má. Ela era obcecada por sua própria aparência e tinha inveja da beleza de Branca de Neve.

A Rainha Má possuía um espelho mágico, que ela consultava diariamente perguntando: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”. O espelho, sempre honesto, inicialmente respondia que a Rainha era a mais bela do reino. No entanto, com o passar do tempo, a resposta mudou, e a beleza de Branca de Neve tornou-se superior.

Consumida pela inveja, a Rainha Má decidiu se livrar de Branca de Neve. Ela convocou seu caçador mais confiável e ordenou que levasse a jovem princesa para a floresta e a matasse. Com o coração pesaroso, o caçador não conseguiu cumprir a ordem e permitiu que Branca de Neve fugisse.

Sozinha na densa floresta, Branca de Neve encontrou abrigo numa pequena cabana, que pertencia a sete adoráveis anões mineiros. Ela cuidou da casa em troca de abrigo, tornando-se amiga dos sete anões: Feliz, Dengoso, Soneca, Mestre, Zangado, Atchim e Dunga.

Enquanto isso, a Rainha Má descobriu que Branca de Neve ainda estava viva através de seu espelho mágico. Ela então tomou medidas extremas para eliminar a princesa, criando uma maçã envenenada. Disfarçada como uma velha, a Rainha Má ofereceu a maçã envenenada a Branca de Neve, que, inocentemente, mordeu-a e caiu em um sono profundo, congelado no tempo até que um verdadeiro amor a despertasse.

Os sete anões, ao retornarem à cabana, encontraram Branca de Neve imóvel e acreditaram que ela estava morta. Eles construíram um esquife de vidro e a colocaram dentro, guardando-a com pesar. Porém, um belo príncipe, atraído pela fama da beleza da princesa, chegou ao reino. Ao vê-la no esquife de vidro, ficou tão encantado que decidiu beijá-la.

O beijo do verdadeiro amor quebrou o feitiço, despertando Branca de Neve. O reino se encheu de alegria quando ela acordou, e os sete anões dançaram de felicidade ao verem sua amiga salva. A Rainha Má, enfurecida por seu plano ter falhado, tentou escapar, mas foi atingida por um raio e desapareceu para sempre.

Branca de Neve casou-se com o príncipe, unindo seus reinos e trazendo prosperidade ao reino. Os sete anões foram honrados e sempre foram bem-vindos no castelo. A história de Branca de Neve e sua jornada pela bondade, amor e superação das dificuldades foi contada de geração em geração, inspirando muitos a acreditar na força do verdadeiro amor e da amizade.

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