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A Árvore Confusa

Num jardim de tirar o fôlego, onde as árvores frutíferas se mesclavam com flores exuberantes, havia uma entre elas que se destacava pela tristeza que a envolvia. Enquanto todas as outras árvores irradiavam vida e alegria, ela se via perdida em meio à sua própria existência, incapaz de compreender sua verdadeira essência e propósito.

Aquela árvore, cujos galhos pareciam curvar-se sob o peso de uma incerteza silenciosa, observava suas companheiras ao seu redor, que exibiam suas frutas suculentas e pétalas dançantes ao vento. Certo dia, a macieira, com sua sabedoria frutífera, sugeriu que a árvore tentasse produzir maçãs, uma tarefa que julgava simples e gratificante. A roseira, com seu encanto floral, afirmou que a árvore deveria se dedicar a produzir rosas, pela sua beleza e encanto irresistíveis. Desesperada por encontrar sua verdadeira identidade, a árvore tentou seguir as sugestões, mas nada parecia fluir.

Então, em um momento inesperado, uma coruja sábia cruzou o jardim e, ao perceber a tristeza da árvore, ofereceu um conselho sábio e revelador. Com voz serena, a coruja compartilhou: “Não se atormente, sua inquietação não é incomum. Muitos seres na Terra também se sentem assim. A chave está em ouvir sua voz interior, descobrir sua vocação e missão verdadeiras na vida.”

A árvore ficou intrigada com as palavras da coruja e se questionou sobre o significado de “voz interior”, “vocação” e “missão”. Fechando os olhos e os ouvidos para o mundo exterior, ela abriu seu coração e permitiu-se ouvir além do silêncio. Uma voz suave e acolhedora sussurrou: “Você nunca dará maçãs porque não é uma macieira, tampouco florescerá como a roseira. Você é um carvalho e sua missão é crescer, tornar-se grande e majestoso. Oferecer abrigo aos pássaros, sombra aos viajantes, embelezar a paisagem… Esta é a sua vocação, seu propósito inato. Aprenda a manifestar e cumprir sua missão.”

Finalmente compreendendo sua essência, a árvore abraçou sua verdadeira natureza e começou a crescer rapidamente, tornando-se imponente e majestosa. Ela ofereceu abrigo e segurança aos pássaros que pousavam em seus galhos, proporcionou sombra refrescante aos viajantes cansados e acrescentou uma aura de magnificência à paisagem do jardim.

Com o tempo, a árvore descobriu que a chave para a felicidade e realização pessoal residia em abraçar quem verdadeiramente era, em vez de tentar se encaixar em expectativas alheias. Ela aprendeu que, apesar das vozes externas que tentavam moldá-la, somente ouvindo sua voz interior poderia encontrar sua verdadeira vocação. Assim, o jardim se iluminou com a árvore cumprindo sua missão, vivendo plenamente sua verdade e inspirando a todos ao seu redor a fazer o mesmo.

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